domingo, 15 de novembro de 2009

Domingo à tarde

Domingo à tarde.

Uma tarde "opaca" cinzenta, em que a chuva nos convida à melancolia das antigas melodias românticas dos anos 60 e 70.

Para quem viveu essa época, aqui fica uma recordação a condizer. Resto de bom domingo!


sábado, 14 de novembro de 2009

Claridade

Hoje passemos à claridade do nosso coração.
À iluminação dos nossos sentimentos.

Claridade

As nuvens são castelos no ar
E por detrás delas o sol quer brilhar.
Não lhe é possível, é um sol cinzento
Porque só tu és meu pensamento.
E porque o "TU" mesmo,
Esse está ausente.
E a cidade quando tu não estás
Qual corredor sombrio e escuro,
É como uma mina.
E a luz que vejo não é do sol.
É o grande amor que eu por ti sinto
Que me ilumina.

In "Passagens" 2001

domingo, 8 de novembro de 2009

Nos Caminhos do Sonho



SONHO

Surpreendes-me em cada esquina, a cada passo
E julgo ver-te a ver-me entre a multidão.
Parece-me ouvir-te chamar se alguém me chama
E sinto o teu perfume na minha solidão.

Discuto e barafusto, é forçoso
Porque não arranjo um outro engenho p'ra chegar
Aonde julgo estar o fim preciso.
Mas discuto disposta a repensar.

Mas seja qual for a minha inquietação
Ou ilusão que haja que temperar
Na minha constante imaginação
Há um grito de amor p'ra te chamar

In "Passagens" 2001

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Jorge Moyano e Chopin



Domingo, 25 Outubro 11H
Auditório Municipal Ruy de Carvalho, Carnaxide
HEROISMO, AMOR, SOLIDÃO CONFUNDEM-SE – VIVA A VIDA!
CHOPIN 4 baladas; 4 nocturnos op.32 nº2/ op.15 nº 1/ op. 9 nº 2/ op. 48 nº 1
Jorge Moyano piano

E eu fui...
A grandiosidade de Jorge Moyano aliada a uma simplicidade quase infantil de modéstia e simultaneamente de alguém que consegue transmitir a tranquilidade, umas vezes, a exuberância noutras, da melodia de Chopin, com uns dedos que percorrem o teclado do piano de uma forma quase irreal.



Deixo esta por ser uma das minhas preferidas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Se uma gaivota viesse.... e veio !




É do conhecimento geral, dos amigos chegados, claro, a minha predilecção por gaivotas.
Desde há muitos anos que as presenciava bem de perto ao pôr do sol numa praia da Costa da Caparica e me deliciava com a sua esperteza de sobrevivência.
No sítio onde vivo e como consequência de estar junto ao rio Tejo (quase na sua foz) que em dias de temporal é soberbo o espectáculo do seu desatino.

Como prémio dessa afinidade uma das muitas que também sobrevoam o céu junto ao Marquês de Pombal, local onde trabalho, resolveu visitar-nos, bem perto numa das varandas do edifício num dos tais dias menos amenos. Todos achámos graça e até lhe tirámos fotos.

Mas, muito mais do que isto, ontem, 23/10, batem-me ao vidro da janela bem juntinho a mim e quando olho vejo a "amiga" que me veio certamente saudar de novo. Achámos que é a mesma porque fizemos as comparações necessárias entre as fotos anteriores e as que consegui tirar.

Será que até ela me resolveu dar alento num dia em que a minha cabeça também estava em dia de chuva ? Cá para mim senti como um presente.

E agora para que o tema fique bem composto, um final a condizer do nosso grande Carlos do Carmo.

Bom fim de semana!

sábado, 17 de outubro de 2009

Menina dos Olhos de Água

A minha admiração por Pedro Barroso é enorme e vem de longe.

Tem a ver não só com a melodia das suas canções como com a profundidade da sua entrega na interpretação de todas as suas músicas e letras, como esta que nos transmite uma clara sensação de paz




Menina dos olhos de Água


Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar

menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
e em teu corpo inteiro sinto o feno
rijo e tenro que nem sei explicar

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar

aprendi nos "Esteiros" com Soeiro
aprendi na "Fanga" com Redol
tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo

aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
és um rio cheio de água lavada
e dás rumo à fragata que escolhi

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar...
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar