sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Amizade







Hoje apeteceu-me enaltecer os amigos.

São eles, os verdadeiros, que estão sempre presentes nos bons e nos menos bons momentos.

E para já que melhor do que um poema do grande Vinicius de Moraes?

Porque ele sempre soube transmitir os sentimentos de uma forma simples e com palavras que têm o dom de nos abraçar.

 

Soneto do Amigo

Vinicius de Moraes


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


8 comentários:

  1. Tem graça, querida Teresa-Teté que hoje também escrevi sobre a amizade (e também sobre a esperança e outras coisas) mas, em particular, a amizade que acontece também aqui na internet.

    Gostei muito do seu texto e do poema que escolheu.

    Com amizade, um beijinho e votos de um belo dia!

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  2. Olá Teresa
    já tinha aqui estado, não sei quando, nem porquê, mas já conhecia o blogue. Talvez de antes de ter o meu, que visitava vários.

    Achei o poema do Vinicius de Moraes muito bonito.
    Também gostei do seu blogue e vou voltar.
    Um abraço e bom fim-de-semana

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  3. A amizade é um dos mais sublimes sentimentos da alma humana e a Teresa uma grande cultivadora desse sentimento tão bonito e tão essencial a uma vida inteira.

    A contrapronto transcrevo um poema de Camilo Castelo Branco a quem a amizade pouco acompanhou.


    " OS AMIGOS "

    Amigos, cento e dez, ou talvez mais,
    Eu já contei. Vaidades que eu sentia:
    Supus que sobre a terra não havia
    Mais ditoso mortal entre os mortais!

    Amigos, cento e dez! Tão serviçais,
    Tão zelosos das leis da cortesia
    Que, já farto de os ver, me escapulia
    Às suas curvaturas vertebrais.

    Um dia adoeci profundamente. Ceguei.
    Dos cento e dez houve um somente
    Que não desfez os laços quasi rotos.

    Que vamos nós (diziam) lá fazer?
    Se ele está cego não nos pode ver.
    - Que cento e nove impávidos marotos!


    mtsbjsgds

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  4. Olá Tazinha, gosto sempre das suas visitas. Andei ontem pelo seu cantinho mas ainda não tinha falado da amizade que faz mover o mundo.
    Obrigada e um beijinho

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  5. Bem vinda Isabel!
    Gosto de a ter por cá. Um abraço também para si e volte sempre.

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  6. Olá, olá.... surprise!
    Então veio visitar-me? Gosto de o ler, ouvir e também de o ver, por isso faça a visita in person para tagarelarmos um bom bocado.
    mtsbjsgds também para si

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  7. Ah, já agora, viram a postagem anterior?
    Não se esqueçam de ajudar o Joãozinho

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  8. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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