Cada dia que passa aumenta a minha preocupação com a falta de visualização de um futuro, onde as medidas tomadas pelos governantes deste país consigam ultrapasssar a crise, sem tendências de grande revolta face às injustiças que se vão praticando.
Acabei de ouvir o ministro das finanças deste país que teima em proclamar a necessidade de sacrifícios e mais sacrifícios e dava sempre uma "guinada" e tinha um "engasgo" quando lhe era feita uma pergunta concreta fora do que lhe dava jeito responder.
Como é possível que afirme agora o que antes considerava impraticável?
Ele que se insurgiu contra o corte do subsídio de Natal para os funcionários públicos e reformados?
No entanto, como o caso não se aplica aos funcionários das empresas privadas continuará a existir uma grande desigualdade de critérios para trabalhadores em igualdade de circunstâncias.
Isto tudo, claro, na calma e sossego que lhe é peculiar. O senhor ministro pode ser calmo mas cá para mim aquele modo de estar e falar é abuso de Valium.
Será que para seguirmos mais tranquilos e esperar que o pior passe teremos de optar pela mesma solução?