quarta-feira, 22 de junho de 2016

O dia 360 º

Estou "estufada" (estafada) como dizia a neta de um grande amigo meu já falecido que hoje tem, imaginem,  34 anos acabados de fazer. Velhota já sou eu que já assisti a estas coisas há tantos anos.

Pois é hoje tive um dia daqueles a que eu costumo chamar o dia 360º.

Não sei se vos acontece chegar à noite e quando se sentam fazem como que uma retrospetiva do dia desde que acordaram.

E se eu penso que foi levantar, tomar o pequeno almoço, tomar banho, arrumar, fazer o almoço, almoçar, lavar, estender, apanhar, dar um jeito no geral , não contando com os percalços que obrigam muitas vezes a fazer mais que o que se tinha na ideia, fazer o jantar, jantar, mais um banhinho para retemperar e finalmente estar um pouco aqui convosco antes de voltar ao sítio de onde me levantei de manhã, à minha cama pois claro. Hoje nem pus um pé na rua.
Não, a vida não pode ser isto porque este caminho assim não só não deixa margem de escape, como a cabeça e o corpo não param.

E então quando trabalhavas, como era, perguntam vocês? Sim também era bem preenchido, mas a idade e as circunstâncias eram outras. E quem foi que disse que a reforma é para ser gozada a fazer o que se gosta, passear, ler, visitar museus, eventualmente frequentar uma universidade senior? Não se esqueçam do que vos digo, sobretudo aquelas que ainda não chegaram lá, porque as que já chegaram, salvo algumas exceções, sabem bem do que falo e até cantam comigo a mesma canção.

Agora aqui, estou a fazer por  descansar - um pouquinho de ar condicionado para refrescar o corpo e as ideias porque nestes dias só os banhos não chegam para acalmar o calor que se acumula e que não dá sossego à mente, umas palavrinhas para me entreter e comunicar convosco se estiverem para me aturar e um pouco de música para me ajudar a transportar a sítios calminhos que  me permitam dormir em tranquilidade.

E para complementar o cenário um pouquinho de sorvete que desliza e se vai acumular nos sítios onde não deve.



Espero que tenham uma boa noite com sonhos e soninho descansados.

domingo, 12 de junho de 2016

Festas de Lisboa!!!!!






É noite de Santo António!

E não é que eu seja uma fã especial das marchas mas acho graça ao empenho dos bairros de Lisboa e ao desempenho dos participantes que tem uma tradição que data de 1932.
Em 1934, 300 mil pessoas assistiram ao desfile de 12 bairros e 800 marchantes, desde o Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII.

São muitas e muitas horas de ensaios, muitos dias de elaboração dos trajes, muito dar de si mesmos por este desfile.


E há uns anos que os noivos também desfilam na Avenida. Coitados! Depois de um dia tão preenchido deve ser uma seca andar por ali a estas horas.


 O povo adora estes festivais e colabora nos desfiles com as habituais palmas de acompanhamento e os assobios de afirmação que deixam os marchantes com um sentimento de dever cumprido.

A noite já começou há um bom bocado, mas a duração do desfile vai dar pano para mangas até às tantas e depois os foliões vão continuar nas tasquinhas de Lisboa com a bela sardinha, febras, chouriço assado e afins.
                                                                                                                                                                                            

  




 Amanhã é feriado e por isso não há hora de recolha.

 Bom Santo António!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Então ?!?!?!



 

Eu sei que  vocês gostam de saber estas coisas. Gostam de saber que cada vez mais "velota" aqui vou estando e tanto estarei que qualquer dia deixarei de estar...

Também sei que se não vos lembrar vocês se esquecem, coisa que não vos perdoo, e que estão a dizer para com os vossos botões: mas quem é que ela julga que é para nós nos lembrarmos do dia do aniversário dela?

Pois pensem o que quiserem mas eu gosto que, no dia dos meus anos, me desejem aquelas coisas do costume, porque se não ouvir de vós e dos meus familiares e amigos, penso que não é dia de aniversário.

Assim, aqui fica este lembrete para que procedam em conformidade.

E se não for antes, que no dia 25 de Maio de 2017 eu possa estar aqui a dizer mais umas palermices deste género. É sinal que continuarei por cá.

Até sempre!





PS: Para que saibam, o meu amigo João Menéres foi o primeiro a enviar-me um mail faltava um minuto para a meia noite. E esta, hein?




terça-feira, 24 de maio de 2016

"APOIAR", ajudando...




Hoje fui assistir a este colóquio na APOIAR que, tal como o seu nome indica, tem, e bem, apoiado aqueles que regressaram há tantos anos da guerra colonial (Angola, Moçambique, Guiné) e não se conseguiram ver livres desse fantasma que lhes ensombra os dias e especialmente as noites.

Além de profissionais de saúde (medicina geral, psiquiatria, psicologia), de elementos do ministério da defesa nacional, do jornalista João Paulo Guerra, que publicou em Março deste ano um livro intitulado "Corações Irritáveis" que aborda ficcionalmente esta problemática

"O jornalista João Paulo Guerra lança hoje em Lisboa um romance sobre as sequelas da Guerra Colonial, "Corações Irritáveis", nome como foi identificada pela primeira vez a Perturbação Pós-Stresse traumático de guerra"  (in SAPO 24 - Março/2016),

contámos com a presença e depoimentos de algumas pessoas - mulheres, filhos e até alguns ex-combatentes, que nos relataram o que é a vivência na família e na sociedade das pessoas que sofrem desta doença.

Sim, porque já foi considerada uma doença que infelizmente não se limita apenas aos sobreviventes regressados, como também a todos os familiares que com eles têm privado durante estes longos anos.

Embora pessoalmente também me tenha tocado de um modo mais leve, não deixei de me emocionar com alguns relatos que marcam profundamente quem os ouve.

E depois de ver e ouvir tudo isto tive uma vontade imensa de ajudar, mas de momento não posso dedicar-me a qualquer tipo de voluntariado porque não tenho tempo livre que o permita, mas tomei como compromisso divulgar a ação exercida nesta associação que eventualmente poderá ajudar quem dela precise e não tenha os meios económicos necessários para poder recorrer à assistência privada.

Esta assistência, segundo alguns dos presentes, tem sido prestada ao longo de uma ou duas décadas e não foi dada como terminada porque o seguimento tem de ser contínuo e dificilmente nas idades dos afetados, homens nos sessenta e muitos, setenta e alguns, se atinje um cura efetiva.

Pode eventualmente existir um amigo, um conhecido, um familiar que necessite de apoio nesta área e por isso acima fica a cópia do anúncio onde podem ser encontrados os contactos.

Nunca sabemos quem nos ouve ou lê e não é demais que se divulguem formas de ajuda em qualquer área que sejam necessárias.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Já está! Estará?!?!?!




Neste fim de semana celebrou-se mais uma benção das fitas dos estudantes finalistas de todas as universidades de Lisboa.

Desta vez não fui à cidade universitária porque já conheço o sistema e é realmente um pesadelo estar uma manhã ao sol (por acaso no sábado até estava encoberto) sem conseguir ouvir a missa celebrada pelo cardeal, sem conseguir estar junto do familiar que celebrava mais uma final de mais um percurso para adicionar ao já existente.

Mais fui sim à tarde até à Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa onde continuava a cerimónia, mas só desta faculdade, e estavam a decorrer os festejos dos novos finalistas de medicina.

Foi engraçado e é sempre um motivo de alegria ver que tantos e tantas conseguiram finalizar o caminho de esperanças e anseios.

Vamos ver como é que se vão concretizar as expectativas dessas esperanças e anseios neste país que tão mal tem tratado os nossos jovens médicos, enfermeiros e todos os profissionais que escolheram a saúde como uma meta pessoal e profissional.

Por mim desejo a todos os maiores sucessos e felicidades mas mesmo mesmo e mais especialmente para o meu filho que tanto tem lutado por uma carreira dentro das suas escolhas de sempre.

Felicidades Pedro!



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Parabéns!


E o meu "príncipe" já fez 12 anos!

O meu menino/rapaz fez ontem 12 anos e entrou na pré adolescência o que já se começa a notar.

Gosta de música, e dizia-me há dias: Ó vó, sabes que uma coisa que me tira o stress é a música?

Também já começou a querer escolher o estilo de roupa e temos de nos ir habituando porque os anos passam a correr sem que nós demos por eles.

Resta-me pedir tudo o que a vida tiver de melhor para lhe dar e sobretudo muita saúde por muitos anos.

Por mim, posso ficar por cá mais alguns para o ver crescer em todos os sentidos e desejando que sem grandes guerras de gerações que quase sempre nos tiram do sério.

Muitas felicidades Miguel