
Hoje era impossível não vir aqui homenagear todos os pais.
Eu sei que não é por ser este dia que devemos dar mais ou menos importância ao seu papel, mas tal como damos Parabéns no dia do aniversário, hoje louvemos os pais um pouco mais especialmente.
Quero realçar todos, os que já partiram, os que ainda podem abraçar e aconchegar os seus filhos nos braços, aqueles que pela distância o não podem fazer, mas podem pelo menos ouvir as vozes dos seus filhos através dos meios de que tecnologicamente a humanidade hoje dispõe.
Nunca vou deixar de enaltecer o meu que representou um papel muito importante na minha infância. As estórias que me contava para me divertir e me ajudar a adormecer,
os nossos passeios na praia e os nossos mergulhos,
e, mesmo já mulher, o quanto me amou. Eu fui sempre a sua menina e como ele delirou quando lhe dei um neto. E como, ainda hoje, esse mesmo neto fala das referências desse avô que esteve presente no seu crescimento e lhe deu ensinamentos que, mesmo sendo ele hoje pai, não esquece nunca.
Pelo elo que criámos, pelo entendimento que sempre tivemos, aqui fica querido pai a minha lembrança da tua companhia com a qual deixei muito cedo de poder contar. A doença levou-te mas terás sempre no meu coração o teu lugar especial até que um dia nos possamos voltar a encontrar.
E digam lá se eu não tive um pai muy guapo...